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Freguesia (ILHA DO GOVERNADOR)

Freguesia (ilha) é um bairro de classe média alta e classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Fica localizado dentro da Ilha do Governador.

Sua origem deve-se à Ermida ou Capela de Nossa Senhora da Ajuda, erguida no fim do século XVII, por Jorge de Souza, “o Velho”, em terras de seu engenho, na porção nordeste da Ilha do Governador. Vem desse tempo, a pequena imagem da Santa colocada por seu fundador. Em 1710, foi criada a freguesia de Nossa Senhora da Ajuda e a Capela em ruínas foi reconstruída em 1743 pelo padre Nunes Garcia, cujas obras foram concluídas pelo padre Francisco Bernandes da Silveira em 1754, já na atual praça Calcutá. Destruída por um incêndio em 1816, foi recuperada em 1865, pelo arquiteto Antônio de Pádua e Castro. No século XIX, a agricultura se intensificou na região e em 1838 chegam as primeiras barcas a vapor que utilizavam uma ponte com atracadouro da Freguesia.

No início do século XX, surgem os primeiros arruamentos na Freguesia e de loteamento na parte final da praia da Guanabara. O bonde que ligava em 1922 a Ribeira ao Cocotá, extende-se em 1935, pela avenida Paranapuã, chegando à localidade do Bananal, no término da praia da Guanabara, onde fazia o retorno. No Bananal fica a “Pedra da Onça”, escultura em homenagem aos gatos Maracajás, que originalmente habitavam a Ilha. Do local tem-se esplêndida vista da Baía de Guanabara, com a Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus ao fundo.

Na parte mais ao norte, ocupando mais da metade do bairro, cercada por morros e áreas verde, como o morro da Bela Vista (83 mts), situa-se a área militar da Marinha, conhecida como “Campo da Ilha do Governador”, abrigando a Base de Fuzileiros Navais, instalada em novembro de 1948, compreendendo atualmente 3 batalhões: Humaitá, Riachuelo e Paissandu. Nela estão a praia Grande, o saco do Pinhão, a ilha do Boqueirão, a praia da Moça e a praia Flamboyantes.

Como atrações do bairro, a igreja Nossa Senhora da Ajuda, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a praça Calcutá (antiga Carmela Dutra), o Centro de Atendimento Psicossocial Ernesto Nazareth (foi um dos pontos responsáveis pela erradicação da febre amarela no Rio, no início do século XX) e a praia da Guanabara, extensa, com arborização densa em grandes trechos, bares, restaurantes, hotéis e quiosques ao longo da orla.

O acesso principal da Freguesia é a avenida Paranapuã, nome indígena que significa “seio do mar”, era a antiga estrada da Freguesia. O bairro é predominantemente residencial, com pequeno e ativo comércio, abrigando as comunidades do Professor Silva Campos (1950), Tremembé (1951), Morro das Araras (1958), Budapeste (1958), e a maior delas, a Bela Vista da Pichuna, subdividida em três comunidades, Bela Vista da Pichuna, Nova Pichuna e Magno

Martins. Essa Comunidade surgiu em encostas, por volta de 1930, ganhando o nome original de “Bela Vista das Pichunas”, devido aos ratos ferozes que infestavam a área, consolidando-se a partir de 1951, com expansão na década de 1980/1990. Seu acesso se dá pela rua Magno Martins, antiga estrada das Pedrinhas.

O bairro foi sede do jornal O Suburbano, do colégio Paranapuã, onde existia o antigo Tabuão.

http://portalgeo.rio.rj.gov.br/armazenzinho/web/BairrosCariocas/main_bairro.asp?area=098

http://pt.wikipedia.org/wiki/Freguesia_(Ilha_do_Governador)

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